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PGE pede ilegalidade de greve de mais duas categorias

PGE pede ilegalidade de greve de mais duas categorias

Uchôa: "Os pedidos são semelhantes aos encaminhados anteriormente contra outras entidades funcionais"

Assessoria

A Procuradoria Geral do Estado (PGE) entregou ontem (6) à Justiça mais duas solicitações de ilegalidade de greve dos servidores públicos. Desta vez, as categorias citadas são a dos defensores públicos estaduais e a dos peritos em criminalística.

De acordo com o procurador-geral do Estado, Mário Jorge Uchôa, os pedidos são semelhantes aos encaminhados anteriormente contra outras entidades funcionais. “Além da declaração de ilegalidade de greve antecipada, as ações requerem suspensão imediata do movimento grevista, descontos na remuneração dos servidores pelos dias paralisados, multa diária para as associações representativas das classes e abertura de processo administrativo disciplinar por abandono ao cargo” explicou.

Os defensores públicos estaduais estão em greve desde o dia 29 de outubro e pedem equiparação salarial com os membros do Ministério Público Estadual (MP). Já a paralisação dos peritos em criminalística aconteceu nesta segunda-feira, 5, e solicita remuneração igual a dos delegados e oficiais superiores da Polícia Militar (PM).

A ação declaratória de ilegalidade de greve contra a Associação dos Defensores Públicos do Estado de Alagoas (Adepal) será julgada pelo juiz da 17ª Vara Cível da Capital, do Foro de Maceió, Klever Rego Loureiro. Já a ação contra a Associação Alagoana de Peritos em Criminalística (AAPC) será analisada pelo juiz da 18ª Vara Cível da Capital, também do Foro de Maceió, Manoel Cavalcante de Lima Neto.

As paralisações das duas classes prejudicam a prestação dos serviços de assistência judiciária, prestados, principalmente, a população carente.