Greve dos procuradores é decretada ilegal; categoria vai recorrer ao STF
Servidores têm reunião marcada com o governo para discutir contraproposta
Alexandre Henrique Lino
O Jornal
A juíza Maria Ester Manso, da 16ª Vara da Fazenda Pública Estadual, decidiu ontem pela ilegalidade da greve dos procuradores de Estado. Os servidores estão paralisados desde o dia 17 de outubro e, caso não voltem ao serviço, terão de pagar multa de R$ 5 mil por dia. A Associação dos Procuradores de Estado (APE) vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir o direito de greve da categoria. Eles exigem a isonomia salarial com o Ministério Público. Para hoje está agendada uma reunião no Palácio República dos Palmares para definir uma contraproposta do governo. No Estado existem 110 procuradores na ativa.
O presidente da APE, Francisco Malaquias, explicou que apenas ouviu dizer da decisão da juíza, mas ainda não foi citado oficialmente. “Vamos cumprir a decisão judicial, até porque fica sem cabimento os procuradores – que lutam pela manutenção da justiça – não cumprirem uma decisão”, disse Malaquias. “Temos uma reunião com a equipe econômica do governo. Veremos a contraproposta e apresentaremos a categoria”. Ele contou que os procuradores têm uma assembléia marcada para amanhã, às 14h, na sede da APE.
De acordo com o procurador-geral do Estado, Mário Jorge Uchôa Souza,a medida adotada em relação aos procuradores é semelhante a todos os outros encaminhamentos de pedido de ilegalidade de paralisações que foram deflagradas por categorias funcionais, no atual governo. “Assim como foi feito em relação aos demias servidores, pedimos a ilegalidade da greve dos procuradores”, reforçou.
Já para Francisco Malaquias, o procurador-geral não atua em defsa do estado como o restante da categoria. “Ele defende o governo. Não é surpresa essa inicitaiva dele parar o movimento, até porque ele tomou a mesma iniciativa em relação às outras paralisações de servidores públicos. Nös ficamos surpresos com a decisão da justiça”, afirmou.